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Urologia

Câncer de próstata: quais são as opções de tratamento e quando a cirurgia robótica entra na conversa?

Dr. Jorge Barros FreitasPor Dr. Jorge Barros Freitas, médico urologista · CRM-AM 8657 · RQE 5946
Atualizado em · 4 min de leitura

Resposta rápidaQuem recebe o diagnóstico de câncer de próstata tem mais de um caminho: acompanhamento com vigilância ativa em casos de baixo risco, cirurgia, radioterapia e, em doença mais avançada, tratamento hormonal e outros. A cirurgia robótica é uma das formas de fazer a retirada da próstata, e a diretriz europeia diz que a escolha da via deve levar em conta a experiência do cirurgião e a preferência do paciente. A decisão é individual e se toma na consulta.
Neste artigo
  1. O que acontece depois do diagnóstico?
  2. Quais são as opções de tratamento?
  3. Quando a cirurgia é considerada?
  4. Onde entra a cirurgia robótica?
  5. Que perguntas levar para a consulta?
  6. Onde fazer essa avaliação em Manaus?
  7. Quais são os riscos?
  8. Perguntas frequentes
  9. Glossário
  10. Referências

O que acontece depois do diagnóstico?

O diagnóstico costuma começar por uma alteração no PSA ou no exame de toque e é confirmado por biópsia, muitas vezes com ressonância. O resultado define o grau e a extensão do tumor, e é com ele que o urologista monta as opções. Receber o laudo não significa que a decisão precisa ser tomada no mesmo dia: há tempo para entender cada caminho.

Quais são as opções de tratamento?

  • Vigilância ativa: em tumores de baixo risco, o acompanhamento regular, com PSA, exames e biópsias de controle, pode adiar ou até evitar o tratamento com intenção de cura. O tratamento entra se o tumor mudar.
  • Cirurgia (prostatectomia radical): retirada da próstata, indicada em doença localizada em pacientes com boa condição de saúde.
  • Radioterapia: alternativa ou complemento, conforme o caso.
  • Tratamento hormonal e outros: usados em doença mais avançada, em geral combinados.

Cada opção tem benefícios e efeitos colaterais próprios, entre eles os que afetam a continência urinária e a função erétil. Eles são explicados na consulta, com números do seu caso, antes da decisão.

Quando a cirurgia é considerada?

Quando o tumor está localizado na próstata ou nas estruturas vizinhas, a saúde geral permite uma cirurgia e a expectativa de vida justifica o tratamento com intenção de cura. A idade isolada não decide: contam o estágio, o grau do tumor, as outras doenças e a vontade do paciente.

Onde entra a cirurgia robótica?

Ela não é um tratamento diferente: é uma forma de fazer a prostatectomia, por pequenas incisões, com o cirurgião comandando de um console braços articulados e visão 3D ampliada. A retirada da próstata também pode ser feita por cirurgia aberta ou por videolaparoscopia.

A diretriz da Associação Europeia de Urologia (EAU) afirma que não há evidência de alta certeza para recomendar uma via sobre a outra e que a escolha deve se basear na experiência do cirurgião e na preferência do paciente. Por isso, a pergunta mais útil na consulta não é qual aparelho, e sim: qual tratamento é indicado para o meu caso e quem tem experiência em fazê-lo.

Que perguntas levar para a consulta?

  1. Qual é o grau e a extensão do meu tumor, e o que isso muda nas opções?
  2. Vigilância ativa é uma possibilidade no meu caso?
  3. Se a cirurgia for indicada, por qual via ela pode ser feita, e por quê?
  4. Quais são os riscos e os efeitos colaterais, e como são tratados?
  5. Em qual hospital será feita e como é o pós-operatório?

Onde fazer essa avaliação em Manaus?

O Dr. Jorge Barros Freitas, urologista (CRM-AM 8657 · RQE 5946), tem formação em cirurgia robótica pela Intuitive, IRCAD, CBC e SBU e opera com a plataforma da Vinci X. A indicação da cirurgia, e se a via robótica é uma opção para você, define-se na consulta, depois da avaliação e dos exames. Veja a página Cirurgia robótica em Manaus e o artigo Cirurgia robótica em urologia: o que é e quando é indicada.

Quais são os riscos?

Toda cirurgia, aberta, videolaparoscópica ou robótica, tem riscos (de anestesia, sangramento, infecção e complicações próprias do procedimento). Eles são explicados na consulta, com o termo de consentimento, antes de qualquer decisão.

Perguntas frequentes

Todo câncer de próstata precisa de cirurgia?

Não. Em tumores de baixo risco, a vigilância ativa pode ser indicada; a decisão depende do caso.

A cirurgia robótica é a única forma de operar a próstata?

Não. A prostatectomia também pode ser feita por cirurgia aberta ou por videolaparoscopia. A via é escolhida junto com o médico.

Quem opera na cirurgia robótica: o médico ou o robô?

O médico. O robô não decide nem se move sozinho: cada movimento é do cirurgião, no console.

Preciso decidir logo depois do diagnóstico?

Em geral há tempo para entender as opções e buscar uma segunda opinião. O prazo ideal é definido pelo urologista, conforme o seu caso.

Glossário

PSA
proteína medida no sangue; alterações levam o urologista a investigar a próstata.
Vigilância ativa
acompanhamento regular do tumor de baixo risco, com tratamento adiado até que seja necessário.
Prostatectomia radical
retirada da próstata, usada no tratamento de alguns casos de câncer de próstata.

Referências

  1. EAU Guidelines on Prostate Cancer: treatment (European Association of Urology (EAU))
  2. Câncer de próstata (Instituto Nacional de Câncer (INCA), Ministério da Saúde)
  3. Portal da Urologia: informação ao paciente (Sociedade Brasileira de Urologia (SBU))
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Conteúdo informativo, escrito para o paciente. Não substitui a consulta: a indicação e a conduta são definidas na avaliação individual. Publicado em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023.

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