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Urologia

Cirurgia robótica ou cirurgia aberta: o que muda para o paciente?

Dr. Jorge Barros FreitasPor Dr. Jorge Barros Freitas, médico urologista · CRM-AM 8657 · RQE 5946
Atualizado em · 3 min de leitura

Resposta rápidaA cirurgia robótica e a aberta tratam a mesma doença; o que muda é a forma de operar. Na robótica, o urologista comanda braços articulados por pequenas incisões; na aberta, opera por um corte maior. Em estudos randomizados de prostatectomia, a função urinária e a sexual foram semelhantes entre as duas técnicas até 24 meses. A escolha depende do caso, da experiência do cirurgião e da conversa na consulta.
Neste artigo
  1. Qual é a diferença entre as três formas de operar?
  2. O que os estudos comparativos mostram?
  3. O que costuma ser diferente para o paciente?
  4. A cirurgia aberta ainda tem lugar?
  5. O que perguntar ao cirurgião antes de decidir?
  6. Onde fazer essa avaliação em Manaus?
  7. Quais são os riscos?
  8. Perguntas frequentes
  9. Glossário
  10. Referências

Qual é a diferença entre as três formas de operar?

  • Cirurgia aberta: o urologista opera por um corte maior, com acesso direto ao órgão e uso das mãos e de instrumentos convencionais.
  • Videolaparoscopia: a cirurgia é feita por pequenas incisões, com câmera e instrumentos longos segurados pelo cirurgião.
  • Cirurgia robótica: também por pequenas incisões, mas o cirurgião comanda, de um console, braços articulados com visão 3D ampliada. O robô não decide nada nem se move sozinho: cada movimento é do médico.

As três tratam a mesma doença. O que muda é o caminho até o órgão e a ferramenta usada.

O que os estudos comparativos mostram?

A comparação mais citada é um estudo randomizado feito na Austrália (resultados publicados em 2016 e em 2018), com 326 homens que optaram por operar câncer de próstata localizado e foram sorteados entre a técnica robótica e a aberta.

  • Com 12 semanas e com 24 meses, a função urinária e a função sexual relatadas pelos pacientes foram semelhantes nos dois grupos.
  • Os próprios autores concluíram que o paciente deve escolher um cirurgião experiente em quem confia, mais do que uma técnica específica.
  • Sobre o controle do câncer, os autores pedem cautela na interpretação: o estudo foi feito em um único centro e com número limitado de pacientes.

Isso quer dizer que nenhuma técnica é, por si só, garantia de resultado. A experiência da equipe, o estágio da doença e as condições de saúde de cada pessoa pesam tanto quanto o método.

O que costuma ser diferente para o paciente?

  • Incisões: na cirurgia robótica e na videolaparoscopia são pequenas; na aberta, o corte é maior.
  • Tempo de internação e de recuperação: varia com o procedimento, com o hospital e com cada paciente. Quem informa o que esperar no seu caso é o seu médico, depois da avaliação.
  • Disponibilidade: a cirurgia robótica depende de hospital com a plataforma e de equipe treinada.

A cirurgia aberta ainda tem lugar?

Sim. Em alguns casos, por exemplo conforme o tamanho e a localização do tumor, cirurgias abdominais anteriores ou a condição clínica do paciente, a via aberta ou a videolaparoscópica pode ser a escolhida. A decisão é do médico com o paciente, caso a caso.

O que perguntar ao cirurgião antes de decidir?

  1. Por que esta técnica é indicada para o meu caso e quais são as alternativas?
  2. Qual é a sua experiência com este procedimento?
  3. Em qual hospital será feito e como é o pós-operatório?
  4. Quais são os riscos e as limitações de cada opção?

Onde fazer essa avaliação em Manaus?

O Dr. Jorge Barros Freitas, urologista (CRM-AM 8657 · RQE 5946), tem formação em cirurgia robótica pela Intuitive, IRCAD, CBC e SBU e opera com a plataforma da Vinci X. Se a via robótica, a videolaparoscópica ou a aberta é a indicada para você, isso se define na consulta, depois da avaliação e dos exames. Veja a página Cirurgia robótica em Manaus e o artigo Cirurgia robótica em urologia: o que é e quando é indicada.

Quais são os riscos?

Toda cirurgia, aberta, videolaparoscópica ou robótica, tem riscos (de anestesia, sangramento, infecção e complicações próprias de cada procedimento). Eles são explicados na consulta, com o termo de consentimento, antes de qualquer decisão.

Perguntas frequentes

A cirurgia robótica é melhor do que a aberta?

Não há resposta única. Em estudos randomizados de prostatectomia, a função urinária e sexual foi semelhante entre as técnicas. A indicação depende do caso, da doença e da experiência do cirurgião.

O robô opera sozinho?

Não. Todos os movimentos são do cirurgião, que fica no console durante todo o procedimento.

Toda cirurgia urológica pode ser feita por robô?

Não. A técnica é uma das opções e a indicação é individual, definida na consulta.

Como saber qual técnica serve para mim?

Só na consulta, com a avaliação e os exames. Nenhuma página da internet substitui essa avaliação.

Glossário

Prostatectomia radical
retirada da próstata, usada no tratamento de alguns casos de câncer de próstata.
Videolaparoscopia
cirurgia feita por pequenas incisões com câmera e instrumentos longos, sem robô.
Estudo randomizado
estudo em que os participantes são sorteados entre os tratamentos comparados.

Referências

  1. Robot-assisted laparoscopic prostatectomy versus open radical retropubic prostatectomy: early outcomes from a randomised controlled phase 3 study (The Lancet, 2016)
  2. Robot-assisted laparoscopic prostatectomy versus open radical retropubic prostatectomy: 24-month outcomes from a randomised controlled study (The Lancet Oncology, 2018)
  3. Portal da Urologia: informação ao paciente (Sociedade Brasileira de Urologia (SBU))
  4. Câncer de próstata (Instituto Nacional de Câncer (INCA), Ministério da Saúde)
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Conteúdo informativo, escrito para o paciente. Não substitui a consulta: a indicação e a conduta são definidas na avaliação individual. Publicado em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023.

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